07 julho 2009
Homens são de Marte, mulheres são de Vênus - mas os crentes são de onde?
Idéias têm consequências. Idéias erradas têm más consequências. Todos indivíduo tem, inevitavelmente, um conjunto de crenças. Essas crenças, justificadas ou não, se apóiam em outras crenças, as quais, por sua vez, se apóiam em outras, e assim sucessivamente, até que chegamos às chamadas crenças básicas - isso é, crenças que não se apóiam em outras, e que são, por assim dizer, "auto-evidentes".
Quando partimos de falsos pressupostos ou de errôneas interpretações sobre como o mundo externo deve ser, as crenças derivadas desses pressupostos ou interpretações podem ser nefastas para o indivíduo que as suporta. Uma dessas errôneas interpretações, e a que vamos abordar aqui neste texto, é do trecho bíblico que afirma que os cristãos "não são deste mundo". Vamos demonstrar a que incoerências práticas pode levar uma errônea interpretação de um trecho bíblico, o qual age como pressuposto de várias de suas crenças sobre o mundo e sobre como ele deve nele agir.
Vamos partir então da experiência para demonstrar aquilo a que nos propomos. Acho que todos devem conhecer pelo menos um evangélico que não pode ouvir nenhum tipo de música que não seja "gospel" ou de "louvor e adoração", ou que não pode frequentar bares ou danceterias, ou que não pode ir a festas que não sejam de crianças, familiares ou sociais. Há até casos mais extremos, em que o evangélico não pode nem mesmo jogar futebol, usar bermudas (no caso dos homens) ou calças (no caso das mulheres).
Então, ao observar tudo isso, perguntamos: "Mas não pode por quê?". Resposta simplista: "Porque não somos deste mundo". Mas geralmente, quase sempre, a resposta é melhor elaborada do que isso (apesar de não menos errada), porque tenta-se encontrar versículos bíblicos que justifiquem a já estabelecida prática do não-pode. Mas essa prática já estabelecida tem suas raízes num ascetismo meio intra e meio extra-mundano, que por sua vez tem como pressuposto uma errônea interpretação do que significa não ser deste mundo.
Quando dizemos que a pessoa acredita "não ser deste mundo", isso não quer dizer que ela apenas acredite ser de outro lugar, de outra dimensão ou de outro planeta. Essa crença, na verdade, faz parte de uma mais complexa cadeia de pensamentos, e o "não ser deste mundo" geralmente engloba também o seguinte raciocínio: "se dá prazer, então agrada a carne, e se agrada a carne, então é pecado. Logo, se eu não sou desse mundo, eu sou um ser espiritual, e o que é espiritual é oposto à carne. Já que esse é o estado das coisas, então tudo o que eu fizer deve ser espiritual, para agradar a Deus, porque Deus não gosta da carne".
De certa forma, então, a inconsciente motivação do indivíduo para considerar como pecado as atividades que acabamos de citar é a negação do prazer que delas derivam. Seria, em outras palavras, uma demonização do prazer.
Examinemos isso na prática. Por que frequentar um bar ou uma danceteria, por exemplo, seria pecado? Geralmente obtemos respostas que apontam para a não-contaminação do cristão nesse tipo de ambiente. Mas esse tipo de resposta cabe a um cristão de fraca consciência, facilmente abalável e influenciável. Nesses casos, poderíamos recomendar a um cristão assim que não frequente esses ambientes, mas não ainda proibir. Mas e para os cristãos maduros, que não correm esse risco? Por que seria pecado frequentá-los?
O nosso evangélico afirma que tudo o que fazemos deve ser feito "para a honra e glória de Deus". Assim, ele segue seu raciocínio e nos ataca: "Você vai honrar e glorificar o nome do Senhor em um bar ou danceteria? Você está indo lá para pregar o evangelho? Essa música que você está ouvindo louva o nome de Deus? Olha, pode até não ser errado, irmão, mas devemos evitar."
Bem, realmente não vamos a uma festa para honrar e louvar o nome de Deus, e é verdade que muitas músicas que ouvimos também não o fazem. Na verdade, muitas músicas não falam absolutamente nada sobre Deus. Nem contra e nem a favor. Mas será que tudo o que fazemos deve ser para honrar e louvar o nome de Deus? Será que tudo mesmo?
Então eu faço as seguintes perguntas: Alguém faz sexo pensando em Deus? Alguém em pleno ato sexual levanta as mãos pro céu e faz uma oração? Ainda uma outra pergunta: Alguém vai ao banheiro pensando em Deus? Alguém chega "diante do trono" (desculpem o trocadilho inevitável) e ora: "Deus, esta obra é para o Seu louvor"?
Sim, fui um pouco extremista em meus exemplos. Mas isso foi intencional, pois o que eu quero deixar claro é o seguinte: nem tudo o que fazemos, o fazemos para Deus. Há muitas coisas que fazemos simplesmente porque somos deste mundo, sim senhor(a). É impossível e desnecessário suprimir a nossa humanidade, da qual o próprio Jesus se revestiu.
Mas surge então uma próxima questão: qual é a linha que divide o que podemos fazer para nosso próprio prazer e o que devemos fazer para a glória de Deus somente? A partir desse ponto, a discussão se torna irremediavelmente extensa. Cada caso é um caso, e isso está fora do escopo deste texto. Mas é certo que "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte".
Se ouvimos uma música secular, o fazemos pelo prazer de ouvi-la - e qual o problema desse prazer? Muitas músicas falam de coisas que interessam unicamente à esfera de nossa humanidade - de nossos relacionamentos, amores, frustrações, de nossa solidão. E qual o problema em ser humano?
Há muitas pessoas dentro das igrejas hoje que sofrem por causa de privações desnecessárias a que são submetidas. Depois de um tempo, não suportando a tensão, buscam desenfreadamente a satisfação de seus desejos reprimidos, e então se desviam da fé. E de onde tudo isso começou? De forma inconsciente, como já afirmamos, de uma insensata demonização do prazer. A partir disso, de uma pobre fabricação consciente que tenta dar sentido a esse ato inconsciente. Essa fabricação consciente é formada de falsos pressupostos oriundos de errôneas interpretações de trechos bíblicos, além de uma desobediência, por parte de sua liderança, de um explícito mandamento bíblico: não restringir a liberdade do meu irmão em Cristo. (Afinal de contas, proibir é mais fácil que ensinar.)
Idéias têm consequências. Quando o cristão se sente oprimido em sua fé, ele deve analisar seus pressupostos, pois provavelmente há uma deformação em seu cristianismo. E, como vimos, seus pressupostos podem levar a uma praxis cristã desnecessariamente repressora, que cedo ou tarde, pode minar a sua fé.
Glauber Ataide
28 janeiro 2009
A ciência descobre Deus
Publicado na revista Diálogo Universitário
Eminentes intelectuais do mundo ficaram chocados! Não poderia ser verdade o que estavam ouvindo! Em 9 de dezembro de 2004, a agência Associated Press divulgou a notícia de que o legendário filósofo britânico Antony Flew, que liderou a causa ateísta durante mais de meio século, havia mudado de opinião e decidido que Deus deve existir. A estonteante notícia espalhou-se rapidamente por todo o mundo. A mudança de Flew se dava exatamente no sentido oposto ao dos “etos” ora dominantes, promulgados pela maioria dos círculos científicos.
A impressionante reviravolta de Flew, ocorrida cerca de um ano antes, não foi uma conversão a alguma religião tradicional. Ele passou a crer em um Deus que tinha de ser o Originador de tudo o que encontramos, e não um Deus que tenha produzido uma revelação sobrenatural de si mesmo, como a Bíblia. Não obstante, ele comenta que está aberto à possibilidade de que esse Deus poderia, ou deveria, ter-Se revelado.
Flew é bastante conhecido. Escreveu quase duas dúzias de livros sobre filosofia, e tem sido considerado como o mais influente filósofo ateísta em todo o mundo. Por que razão esse tão famoso e proeminente pensador teria mudado e declarado que Deus tem de existir? A resposta é simples. Por causa dos dados científicos. A ciência que hoje rejeita Deus como explicação para a natureza, ao mesmo tempo está provendo abundantes dados em favor da Sua existência. Flew declarou numa entrevista1: “Penso que os argumentos mais impressionantes a favor da existência de Deus são os que se apóiam nas recentes descobertas científicas.” De especial importância para ele é o modelo “Big Bang” da origem do Universo, e a necessária precisão das forças físicas para que a matéria possa existir.
Flew também se impressionou com as descobertas no mundo biológico. A vida é muito complexa, e ele se refere especialmente ao “poder reprodutivo” dos seres vivos, para o qual os evolucionistas não conseguiram explicação. Ele comenta ainda: “Parece-me hoje que as descobertas de mais de cinqüenta anos de pesquisas sobre o DNA proporcionaram material para um novo argumento extremamente poderoso em favor do desígnio. Por “argumento em favor do desígnio” Flew entende as evidências em prol de um arquiteto, que seria Deus. Flew está desejoso de lançar por terra a dominante, mas restritiva, filosofia da ciência naturalista (mecanicista) que exclui Deus, permitindo que os dados da natureza falem por si mesmos. Esses dados apontam para a necessidade de Deus. Em suas próprias palavras, ele “teve de se dirigir para onde as evidências conduzem”.
A sintonia fina do Universo
Numerosas evidências indicam que o Universo tinha de ser exatamente como é, senão sua existência, e especialmente a vida que nele se encontra, não seriam possíveis. O cosmólogo Hugh Ross enumera 45 diferentes tópicos relacionados com as características físicas do Universo, que precisam estar devidamente ajustadas.2
Um exemplo conhecido é provido pelo nosso próprio Sol. Sem ele a vida na Terra não seria possível, porque a superfície do planeta se apresentaria extremamente fria. Assim, precisamos da luz solar para provimento de energia às plantas, que mantêm a vida através da cadeia alimentar. O Sol produz energia combinando hidrogênio para produzir hélio. Esse é um processo complexo de liberação de energia. É o mesmo processo que tem lugar quando uma bomba de hidrogênio explode; assim podemos imaginar nosso Sol como uma bomba de hidrogênio bem controlada. Nesse processo estão envolvidos valores precisos para as forças físicas que mantêm sob controle a fusão do hidrogênio. Contamos com a constância do Sol, e raramente a apreciamos quando, dia após dia, ele torna possível a vida. De fato, ele tem continuado a fazer exatamente o mesmo durante um tempo extremamente longo. Não há possibilidade para muita variação dentro do que já descobrimos. Por exemplo, se a Terra estivesse apenas 5% mais próxima do Sol, ou 1% mais distante, isso eliminaria toda a possibilidade de vida em nosso planeta.3
O valor exato das quatro forças básicas da física é um dos mais fortes argumentos científicos a favor da existência de Deus. Poderia suceder que somente por acaso existissem esses valores exatos, com o seu preciso campo de atuação? A existência de uma Inteligência superior parece ser necessária a fim de planejar tudo isso. As quatro forças básicas são a força nuclear forte, a força nuclear fraca, a força eletromagnética e a gravidade. A força nuclear forte, por exemplo, é extremamente poderosa, mas felizmente se manifesta somente no núcleo atômico, senão quase tudo no Universo seria compactado. Por outro lado, a gravidade é muito fraca, mas atua a distâncias bastante grandes, mantendo a conformação do nosso sistema solar e das galáxias. Experiências e cálculos indicam que uma mudança de apenas alguns pontos percentuais nas forças básicas faria com que todo o Universo entrasse em colapso. O Universo parece equilibrar-se no fio de uma navalha. A relação entre algumas dessas forças tem de ser extremamente precisa. Referindo-se à gravidade e à força eletromagnética, o físico Paul Davies comenta: “Os cálculos mostram que alterações na intensidade de cada uma dessas forças, de somente 1 parte em 1040, significariam catástrofe para estrelas como o nosso Sol”.4 Esse é um valor extremamente preciso. Significa que se deve ter precisão de 1 em 10 seguido de 40 zeros.
A chance dessa precisão ocorrer por via do acaso é extremamente remota, mas isso é insignificante ao se combinarem as várias probabilidades existentes. Para sermos matematicamente corretos, ao combinarmos improbabilidades, devemos multiplicá-las entre si. Isso resulta em cifras extremamente improváveis para o que os cientistas estão descobrindo. Roger Penrose, matemático e físico da Universidade de Oxford, fez a conta e descobriu que a precisão necessária para o Universo era de 1 parte em 10 seguidos de 10122 zeros.5 Essa é uma probabilidade extremamente diminuta. Se tentássemos escrever esse número marcando um zero em cada átomo existente no Universo, faltariam átomos logo ao iniciarmos esse processo.
Como a vida teve início?
O mais desconcertante problema enfrentado pela evolução é a origem da vida. Após um século de pesquisas e proposições de vários tipos de cenários, não surgiu ainda um modelo plausível. O problema hoje é muito mais agudo do que há décadas, porque estamos descobrindo sistemas cada vez mais intrincados nos seres vivos, que são complexos e que não poderão operar a menos que todas as partes estejam juntas. Às vezes isso é chamado de complexidade irredutível,6 e representa a principal pedra de tropeço para o processo evolutivo gradual, porque não existiria nenhuma vantagem evolutiva para a sobrevivência, até que todas as partes necessárias estivessem presentes. A maioria dos sistemas biológicos é desse tipo, e assim Deus parece essencial à origem de qualquer espécie de vida.
A forma mais simples de vida independente que conhecemos é a de um ínfimo micróbio denominado Micoplasma. Os vírus, que são muito mais simples, não se qualificam como a primeira forma de vida supostamente evoluída na Terra, porque não podem se reproduzir por si mesmos, mas só pela sua associação a células vivas onde são encontrados. O minúsculo Micoplasma nada tem de simples; de fato, é extremamente complexo. Seu DNA provê mais de meio milhão de bits de informação, que, mediante o código genético, ditam a fórmula de quase 500 diferentes espécies de moléculas de proteína que executam uma multidão de funções químicas específicas essenciais ao micróbio.
Uma só molécula de proteína é extremamente complexa e difícil de ser elaborada com a configuração exata e necessária para a sua função adequada. Com freqüência, várias centenas de aminoácidos ligados uns aos outros estão presentes, e pouca variação pode ocorrer para que a proteína não deixe de funcionar adequadamente.
Helbert Yockey, biólogo molecular da Universidade da Califórnia, em Berkeley, calculou o tempo que levaria para produzir um tipo específico de proteína na Terra, antes do início da vida. Ele supôs que isso poderia acontecer em qualquer local dos oceanos terrestres, e que esses mares já estivessem bem abastecidos de aminoácidos. Seus cálculos indicaram que levaria 1023 anos para ser produzida uma proteína específica. Em outras palavras, os quase 5 bilhões de anos que os geólogos comumente atribuem à idade da Terra, são 10 trilhões de vezes menores que o tempo necessário para produzir uma espécie especifica de molécula de proteína. Ora, são necessárias numerosíssimas espécies específicas de moléculas de proteína para a vida, todas no mesmo local e ao mesmo tempo. As moléculas de proteína são frágeis e por isso, decorrido o tempo esperado para o aparecimento de uma segunda molécula específica de proteína, provavelmente a primeira já se teria desintegrado muito antes, tornando assim impossível a origem espontânea da vida.
As proteínas são apenas o início dos problemas para a evolução da vida por si mesma. O DNA é muito mais complexo do que as proteínas, e necessário para produzi-la; e as proteínas são necessárias para a produção do DNA! Para existir vida, ambos são necessários — o DNA e as proteínas — e qualquer deles que evoluísse primeiro não apresentaria o valor para sobrevivência que a evolução necessitaria para acontecer. São necessárias também todas as outras espécies de moléculas como lipídios e carboidratos, e muitas estruturas altamente especializadas que se encontram nas células vivas. Além do mais, é necessário o código genético. Como produzir um complexo código genético mediante mudanças evolutivas aleatórias? O código é inútil até que o DNA que o dita, e as moléculas especiais que o lêem, entendam a mesma linguagem.
Após a evolução da primeira vida sobre a Terra, o organismo resultante desapareceria caso não pudesse reproduzir-se. A reprodução é uma das principais características dos organismos vivos — e é extremamente complexa. Na reprodução tem-se de duplicar todas as muitas partes necessárias da célula, sem o que o novo organismo não sobreviverá. Às vezes o processo pode ser muito sofisticado. Por exemplo, quando o DNA é copiado para uma nova célula ou organismo, podem ocorrer erros na cópia da informação. Esses erros são bastante comuns, e a vida se tornaria impossível se não houvesse um sistema de revisão e edição. Há na célula um conjunto de proteínas que conferem o novo DNA produzido, e quando detectam um erro de cópia, removem-no e o substituem por uma versão correta. A complexidade é ainda maior em organismos avançados. Órgãos como o olho humano, que apresenta complexos sistemas de acomodação, e o cérebro, com seus 100 bilhões de conexões nervosas, também têm de ser levados em conta. No decorrer de todo o processo evolutivo, muitos milhares de novas espécies de proteínas seriam necessários. Atualmente, entretanto, os bilhões de anos propostos para a evolução são um intervalo de tempo muito curto para produzir sequer uma molécula específica de proteína! Deus parece ser absolutamente essencial.
Um paradoxo!
Em vista dessas evidências avassaladoras da necessidade de Deus, por que a comunidade científica não divulga tudo isso? Em lugar, encontramos um número significativo de cientistas tentando ardorosamente demonstrar como a vida poderia ter surgido por si mesma. Outros cientistas alegam que toda sintonia fina do Universo é somente uma seqüência de acasos bem-sucedidos. Ainda muitos outros cientistas que crêem em Deus guardam silêncio quando vem a foco a questão da Sua existência. Essencialmente, Deus é excluído dos compêndios e revistas científicas. Como atualmente praticada, a ciência é uma combinação peculiar de pesquisa em busca da verdade sobre a natureza, e de filosofia secular excludente de Deus. Lidamos hoje com uma comunidade científica que tem esse forte compromisso materialista (mecanicista, naturalístico), que considera anticientífico incluir Deus como fator explanatório na ciência. Não é permitida a presença de Deus no cardápio das possíveis explanações científicas. Isso desmente o quadro usual da ciência, que é apresentada como pesquisa aberta da verdade, que segue os dados da natureza para onde eles possam conduzir. Esse potente secularismo existe na ciência, a despeito do fato de que 40% dos cientistas nos EUA crêem num Deus que responde a suas orações, contra 45% que não crêem, e 15% que não têm certeza.7 Parece que aquilo em que os cientistas crêem, e aquilo que publicam quando se revestem do secularismo da ciência, podem ser coisas bastante divergentes.
Nos séculos passados, a ciência não era uma filosofia secular. Alguns dos maiores cientistas de todos os tempos, como Isaac Newton, incluíam Deus em suas explanações acerca da natureza. Outros eminentes cientistas que ajudaram a estabelecer os fundamentos da ciência moderna, como Kepler, Boyle, Galileu, Lineu e Pascal, todos criam em um Deus que se manifestava na natureza, e a Ele se referiram em seus escritos científicos. Eles não viam nenhum conflito entre suas descobertas e Deus, pois criam ser Ele quem estabeleceu as leis e a consistência da natureza, que tornam possível seu estudo científico. Demonstravam que Deus e boa ciência podem coexistir. Hoje a norma é que se deve tentar explicar tudo materialisticamente, sem a presença de Deus.
Deve-se conservar a perspectiva de que, no decorrer dos séculos, os padrões do pensamento humano mudaram dramaticamente. As prioridades intelectuais na Antigüidade eram diferentes daquelas durante a Idade Média, como essas foram diferentes das de nossa era científica. E podemos esperar maiores mudanças no futuro. Isso levanta uma importante questão: a ciência é boa ou má? A resposta é que uma das lições mais importantes que podemos tirar desta era científica é que existem tanto a boa como a má ciência. Descobrir a intensidade das forças da física é boa ciência. Descrever o fóssil Archaeoraptor como um intermediário evolutivo entre dinossauros e aves é má ciência. Realmente, esse fóssil mostrou ser uma composição fraudulenta. A cauda de um dinossauro foi tão habilmente acrescida ao corpo de uma ave por um colecionador de fósseis, que conseguiu iludir numerosos cientistas os quais, por sua vez, estavam muito desejosos de demonstrar que as aves evoluíram dos dinossauros.8 Não desejamos esquecer o lado bom da ciência, que é tão importante, mas não queremos ser iludidos pela má ciência.
Como podemos distinguir entre a boa e a má ciência? Infelizmente, não se pode acreditar sempre no que dizem os cientistas. Por exemplo, se transparece na natureza que tem que existir um Deus presente para a explicação das complexidades descobertas, alguns cientistas podem submeter-se ao “etos” secular e à pressão sociológica da comunidade científica e não relatar esse fato. Preconceitos como esse exigem que cavemos mais fundo nos questionamentos, para descobrirmos o que realmente está acontecendo. Isso pode ser trabalhoso, e muitos não disporão de tempo para assim proceder. Contudo, deve-se ser pelo menos cauteloso para aceitar pronunciamentos científicos. Tendo-se oportunidade para estudar mais profundamente certo tópico, algumas das características de uma firme conclusão científica são: (1) concordância com todos os dados disponíveis; (2) possibilidade de testar as idéias, especialmente mediante experimentos repetíveis que possam refutá-las; (3) preditibilidade de conclusões não conhecidas; (4) não ocultação da conclusão pela teoria ou por controvérsia. Muitos cientistas não compreendem como é difícil demonstrar um simples fato científico, e infelizmente muito do que se publica em ciência é somente especulação.
Conclusão
Em resumo: toda a precisão que estamos descobrindo no Universo e toda a complexidade evidenciada nos seres vivos, indicam ser necessário um Deus Criador. Foi isso que convenceu Antony Flew da existência de Deus. Deus parece ser essencial para explicar o que a ciência tem descoberto. As observações sobre as forças da física, as proteínas e o DNA, são todas repetíveis, e portanto, provêm evidências científicas altamente qualificadas sobre a existência de Deus. Infelizmente, o ideal secularista é tão forte na ciência, que a idéia de um Deus Planejador hoje é geralmente rejeitada pela comunidade científica. Essa rejeição é baseada em fatores pessoais e sociológicos, e não em dados científicos.
Ariel A. Roth (Ph. D. pela Universidade de Michigan) foi diretor do Geoscience Research Institute e editor da revista Origins. Publicou mais de 150 artigos em revistas científicas e outras. Seu livro Origins: Linking Science and Scripture foi traduzido em 13 línguas, inclusive em português. Embora aposentado, continua a pesquisar, escrever e fazer palestras. Seu endereço eletrônico é arielroth@verizon.net.
REFERÊNCIAS
1. Gary Habermas e A. Flew. “My Pilgrimage from Atheism to Theism: A Discussion Between Antony Flew and Gary Habermas,” Philosophia Christi 6 (2004) 2:197-211.
2. H. Ross, “Big Bang Model Refined by Fire,” in W. A. Dembski, ed., Mere Creation: Science, Faith and Intelligent Design (Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1998), pp. 363-384.
3. H. M. Hart, “Habitable Zones About Main Sequence Stars,” Icarus 37 (1979): 351-357.
4. P. Davies, Superforce (New York: Simon and Schuster, 1984), p. 242.
5. R. Penrose, The Emperor’s New Mind (Oxford: Oxford University Press, 1989), p. 344.
6. M. J. Behe, Darwin’s Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution (New York: Touchstone, 1996).
7. E. J. Larson e L. William, “Scientists Are Still Keeping the Faith,” Nature 386 (1997): 435-436. Novo levantamento feito pela National Academy of Science indica uma proporção menor de crentes em Deus para um grupo de cientistas bastante pequeno, mas de liderança.
8. Ver, por exemplo, T. Rowe, “The Archaeoraptor Forgery.” Nature 410 (2201): 539-540.
02 setembro 2007
IV Seminário Criacionista "A Filosofia das Origens"
Entre os palestrantes, havia nomes conhecidos no campo do criacionismo, como o geólogo Dr. Nahor Neves, que fez sua graduação, mestrado e doutorado na USP, em São Paulo, e é autor do livro "Uma Breve História da Terra", que está disponível na loja virtual do site da SCB. Esteve também presente o Apresentador do programa "Evidências", transmitido pela rede Novo Tempo de televisão, o arqueólogo Rodrigo Silva, que esteve falando um pouco de sua própria experiência como um arqueólogo que já participou de várias escavações na região das terras bíblicas do Oriente Médio. Além destes, ministrou uma palestra sobre datação radiométrica pesquisador Adauto Lourenço, Mestre em Física Nuclear pela Clemson University, USA.
01 março 2007
O Grande Pianista
Imagine uma família de camundongos que tenha vivido toda sua vida em um grande piano. A eles, no mundo do seu piano, vinha a música do instrumento, enchendo todos os lugares escuros com som e harmonia. Primeiramente os camundongos ficaram impressionados. Eles extraíam conforto e admiração do pensamento de que havia Alguém que produzia tal música – embora invisível a eles – acima, contudo, perto deles. Eles gostavam de pensar no Grande Pianista que eles não podiam ver.Mas o Pianista continuou a tocar.
(Publicado no London Observer, 1993. Transcrito em Diálogo Universitário 5:1–1993.)
Artigo postado no blog do jornalista Michelson Borges.
22 fevereiro 2007
Problemas com a teoria do surgimento da vida
A teoria convencional para o surgimento da vida propõe que ela teria sido o resultado da combinação de inúmeros fatores, entre os quais os principais são: correta combinação de gases, que estariam, supostamente, presentes no ar atmosférico (metano, amônia, vapor de água, hidrogênio, monóxido e dióxido de carbono e nitrogênio); Ausência de gás oxigênio, pois este iria impossibilitar a ocorrência de reações de formação dos compostos orgânicos necessários à vida; formação de aminoácidos e ácidos nucléicos nessa atmosfera; união desses aminoácidos para formar proteínas; união dos ácidos nucléicos para formar DNA; surgimento de proteínas e aminoácidos “funcionais”, pois a união de aminoácidos e ácidos nucléicos ao acaso para formar proteínas e aminoácidos implicaria em uma quantidade enorme de proteínas e aminoácidos não funcionais.Existem muitos outros detalhes a serem analisados com relação à origem da vida, mas vamos nos deter, nesse artigo, de forma resumida em alguns dos detalhes aqui apontados.
Primeiro, sobre os gases: não existe evidência científica clara o suficiente para a existência de uma atmosfera parecida com a que é proposta pela Teoria da Evolução. A “evidência” mais clara que existe é o próprio pressuposto evolucionista de que a vida se originou ao acaso por fatores puramente naturais, e sem a interferência de uma inteligência superior. Portanto, já podemos ver, aqui, que no próprio âmago da Evolução, a teoria é extremamente frágil. Mas, continuemos com nosso raciocínio...
Sobre o oxigênio: se ele fosse ausente, o resultado, de acordo com a Teoria, seria a ausência da Camada de Ozônio, pois esta só surgiria depois do aparecimento de oxigênio livre na atmosfera. Mas qual o problema? Simples: sem a camada de ozônio, as radiações na superfície da Terra seriam muito intensas, fazendo com que a maioria dos aminoácidos que se formassem fossem em pouco tempo decompostos. Então, de acordo com a Teoria da Evolução, o Oxigênio deveria estar presente e, ao mesmo tempo, ausente na atmosfera na época em que a vida teria surgido. Muito coerente, não acha?
10 janeiro 2007
Comentário criacionista na Ciência Hoje
A revista Ciência Hoje de dezembro de 2006 publicou carta do professor Roberto C. de Azevedo sobre os fósseis dos Neandertais, mostrando como o evolucionismo deturpou e desfigurou os seres humanos. Ciência Hoje é uma das mais prestigiosas revistas de divulgação científica do Brasil. A seguir, o texto publicado:Estamos comemorando neste ano os 150 anos da descoberta do Neandertal, e lemos com atenção o artigo “A trajetória de uma espécie”, referente ao tema, no último exemplar de Ciência Hoje.
O Neandertal foi propositalmente tornado um ser simiesco, abrutalhado e pouco inteligente, de corpo recurvado como um antropóide. Marcellin Boule, ajudado por Teillard Chardin, graças às idéias evolucionistas de Darwin, transformaram um ser humano num monstro. Isso porque a teoria assim preconizava. Desprezaram a evidência. E o grotesco ser tornou-se o possível elo de ligação tão necessário à teoria evolucionista.
Carl Zimmer, em seu recente livro Smithsonian Intimate Guide to Human Origins, editado em 2005 pelo Smithsonian Books, produzido pela Madison Press Books, exibe em suas primeiras páginas, e repete na página 125, uma foto comparando os esqueletos do Neandertal e do homem moderno. Essa mesma foto apareceu no Brasil neste ano. Veja o artigo de Nicholas Wade (NYT) no jornal O Estado de S. Paulo, sob o título “Cientistas vão seqüenciar DNA dos Neandertais”, de 23/1/2006, A28, informando que a equipe de Svante Paabo seqüenciará o DNA dos Neandertais. Logo em seguida, o jornal Folha de S. Paulo (4/8/2006, A16), sob o título “Humanidade pode ter 5% do Neandertal, sugere DNA”, exibe a mesma foto.
O Neandertal, mais atarracado e de capacidade craniana superior, mostra o que a cegueira evolucionista não conseguiu perceber durante 150 anos: os Neandertais eram mais fortes e vigorosos, e com capacidade craniana superior que a dos humanos atuais. Nada de simiesco, abrutalhado e pouco inteligente.
Mas durante 150 anos o ensino enganoso da evolução humana deturpada foi ensinado como verdade.
* Publicado com permissão do blog do jornalista Michelson Borges (para ver o blog de Michelson, clique aqui)
20 dezembro 2006
Onde está Papai Noel?

No Natal passado você sonhou, sentiu aquele friozinho na barriga ao se aproximarem as festividades. Estava ansioso pela ceia, pois iria rever os familiares que a muito esperavam por sua visita, e você trabalhou o ano todo. Tudo que você mais queria era revê-los e com eles fazer suas novas resoluções de fim de ano. Tudo correu conforme o planejado até que o ano novo chegou e tudo mais uma vez foi esquecido, vencido pela rotina, deixado pra trás para dar lugar à triste realidade de que a vida tem se tornado cada vez mais difícil. Talvez esteja achando a frase repetitiva, mas, pare pra pensar! Não tem sido assim nossa vida ao longo dos anos? Cansativa, repetitiva, nenhuma daquelas resoluções, tudo acontecendo igualzinho como sempre...
Ah! Realmente aconteceram coisas incríveis e quase ia me esquecendo. O terror que o PCC causou à grande São Paulo, e houve também aquele recente e trágico acidente de avião onde morreram 155 pessoas que estavam se preparando para a ceia de Natal com seus familiares onde iriam fazer aquelas resoluções de fim de ano, lembra? É, aconteceram coisas inesperadas este ano: mortes, corrupção, escândalos. Neste momento, você que mora na capital paulista ou em Minas, pode estar, ainda, se lamentando pelos prejuízos causados por um “dilúvio” que atingiu de cheio sua velha rotina, ilhando você e outros milhares de paulistanos e mineiros dentro de suas próprias casas, ou mesmo carros. Por este presente de Natal você não esperava, não é mesmo?
Você sabe bem que no Natal as pessoas fazem festas, jantam com a família, viajam e se presenteiam umas às outras. Muitos armam aqueles enormes pinheiros e os enchem de enfeites vermelhos ou dourados, com lâmpadas pequeninas que iluminam a sala de estar. Geralmente deve haver aquela figura lendária do Natal – o Papai Noel. É, sem ele o Natal fica sem graça, não é? Ele está vestido com roupas vermelhas, um gorro. Ele mora no Pólo Norte e vem todo fim de ano alegrar o Natal de milhões de pessoas. Ele está nas propagandas, nas embalagens de panetone, nos papéis de presente e seus adereços natalinos se espalham por toda parte.
O Papai Noel é o centro das atenções nesta época do ano. Na verdade ele é o tema central do Natal não é? Mas, espere um pouco... Qual é o motivo do Natal mesmo? Será que é a data de aniversário do Papai Noel – o bom velhinho? Talvez alguém ai do outro lado da tela do computador saiba qual é o real motivo do natal e possa responder por mim.
Existe alguém que tem sido esquecido por séculos nesta época do ano. Dizem que ele também nasceu nesta data, mas não há nada que comprove isto. Uma coisa eu sei, para muitos o Papai Noel é mais, muito mais importante que ele. Estou falando daquele bebê que, por não ter um lugar adequado para nascer, veio ao mundo em uma manjedoura, na cidade de Belém, em Judá. Hoje ele continua em manjedouras de presépios, mas apenas em algumas casas. Fica lá no cantinho, ao pé da árvore enquanto o Papai Noel está por todos os lados. Só há um momento em que ele é lembrado nesta festividade. É à meia noite, quando, segundo os contos tradicionais, ele teria nascido. Depois disto, vem as bebidas, os salgadinhos, o peru. O bom velhinho surge com seus presentes e ele, o bebê da manjedoura, mais uma vez é ofuscado pelas tradições humanas.
Viva o natal! Viva o Papai Noel! Esqueçam o Cristo! Esta é a mensagem gritante de nosso mundo moderno e secularizado. Mas esperem até o primeiro tsunami aparecer, ou o próximo avião cair. Ninguém vai perguntar: Onde está Papai Noel, que não protegeu minha filha? Onde estava Papai Noel, que não impediu que isto acontecesse com meu esposo? Onde você estava o ano todo quando os meus sonhos se frustraram e meus castelos desmoronaram diante do males deste século? Por quê Papai Noel, por quê?
É nessas horas que mudamos o protagonista, e então toda a culpa, toda a revolta de desafeto, recaem mais uma vez sobre o Cristo. Isto mesmo, aquele que nos momentos de alegria é esquecido para que o bom velhinho do Natal seja celebrado. É nele que pomos a culpa por todos os nossos problemas quando eles não dão certo, mas os presentes vêm todos em nome do Papai Noel, é ele que traz as alegrias enquanto Jesus é responsabilizado por trazer as desgraças. É assim, não é?
Durante toda a nossa existência, o Filho de Deus tem sido esquecido por aqueles por quem morreu. Jesus, aquela criança da manjedoura, por milênios tem buscado seu coração. Seu intento é dar-lhe todas aquelas coisas que o seu fantasioso “Papai Noel” jamais poderá dar. Cristo nos oferece paz em meio às tempestades, segurança, perdão e esperança de um futuro esplendoroso ao seu lado por toda a eternidade. Faça já sua resolução! Decida crer, escolha acreditar na promessa de Cristo: “Não se turbe o vosso coração, creiam em Deus, creiam também em mim, na casa de meu pai há muitas moradas. Se não fosse assim eu teria dito, pois vou preparar um lugar pra vocês, e quando eu for e preparar este lugar, voltarei e os receberei para mim mesmo para que onde eu estou estejam vocês também.” João 14:01-03. Está é a promessa há muito feita por Cristo a todos quantos crêem em Seu nome.
Jesus prometeu voltar, os sinais de sua vinda estão diante de nossos olhos diariamente nos telejornais e demais meios de comunicação em massa, anunciando sua iminente vinda. Breve virá e não tardará. Mas desta vez não será um indefeso bebê em uma humilde manjedoura, e sim um Rei Soberano em um trono de glória, para retribuir a cada ser humano segundo suas escolhas. Mas lembre-se que todo aquele que nele crê não perecerá, mas terá a vida eterna. E todo o que invocar o nome do Senhor será salvo!
Feliz Natal ao lado daquele que era, que é e sempre será o real motivo de nossas alegrias – Jesus Cristo o nosso Salvador!
02 novembro 2006
Deus se importa comigo?

Neste ritmo frenético, o tratamento impessoal que muitos adotam como tática profissional, os relacionamentos superficiais que são construídos em nossa sociedade onde não há comprometimento ou mesmo empatia para com seu próximo, levam as pessoas a viverem sob total desconfiança... “Ninguém se importa comigo!” – dizem. Em contra partida logo concluem que a melhor estratégia é agir do mesmo modo. Então concluem: “Não me importo com ninguém!”.
No campo da religião há uma teoria compatível com a filosofia social acima descrita – O deísmo. Segundo esta teoria Deus teria criado o mundo e então voltou-nos as costas deixando-nos a mercê do acaso e ficando completamente indiferente aos feitos ou problemas da humanidade. De acordo com o pensamento deísta Deus teria afirmado como os que já descrevi: “Não me importo com você. Haja o que houver não me importo!”.
Para a maioria isto seria algo bom, pois nada mais conveniente numa sociedade individualista do que alguém que não se mete em seus assuntos e não se importa com suas decisões independentemente das conseqüências que elas tragam. Para outros a atitude de um Deus indiferente gera sentimentos de frustração e abandono. Por que nos criou se não se importa conosco? Por que nos deixou a mercê do sofrimento, apenas para nos ver padecer em meio às desgraças? Por quê?
Afinal, qual o verdadeiro posicionamento de Deus em relação à humanidade? Importa-se Deus conosco? Vejamos o que a bíblia revela sobre Deus e quais explicações para tanto sofrimento e desgraça que assolam a humanidade e onde está Deus quando elas nos atingem.
A bíblia diz que no principio Deus criou os céus e a terra. A partir deste processo inicial de criação o Senhor de todo o universo dá a este planeta as condições necessárias para que nele exista vida. Fauna, flora, todas as coisas criadas com suas peculiaridades para que a vida na terra seja harmoniosa e diversa ao mesmo tempo.
Deus então encerra sua obra majestosa com a criação da humanidade. Em tom quase romântico Deus se inclina sobre o barro e dá forma ao ser a quem irá dar a vida. Sopra em suas narinas o fôlego de vida e sua obra prima torna-se alma vivente. Para celebrar tamanho feito o Senhor santifica um dia especial em homenagem a seu feito.
A bíblia diz em Gênesis capitulo três que Deus visitava o jardim todos os dias ao final da tarde. Tal atitude divina nos revela muito sobre o interesse divino de relacionar-se conosco. O pecado, porém, fez com que o homem ficasse impossibilitado de manter um contato pessoal com o Criador e iniciasse um longo processo de sofrimentos e tristezas que consequentemente haveriam de marcar por séculos a fio a existência humana.
O sofrimento, no entanto, não é e nunca foi plano de Deus. Mas a escolha feita por nossos primeiros pais, de afastarem-se do ideal divino para suas vidas, trouxe todo o mal que nos assedia e nos devora a cada instante. Mas isso não é agradável aos olhos do Senhor. Somos todos vítimas do controle que o inimigo de nossas almas exerce sobre este mundo pecaminoso.
Mas mesmo tendo desobedecido, o homem ainda poderia comungar com Deus através de mecanismos que o próprio Soberano estabeleceria para manter-se junto e engajado nas atividades humanas. Anjos, profetas, visões, sonhos, todos estes métodos diziam – “Eu ainda os amo e quero estar junto a vocês”. Deus manteve e ainda mantém contato com seus filhos.
O texto sagrado revela-nos a maior ação divina para se relacionar com os seres humanos. Vejamos a descrição feita pelo apóstolo João no capítulo 1 de seu livro: “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. Isto está escrito em João 1:14. Cristo habitou entre nós e não forçosamente ou de mal grado mas “cheio de graça”, Nele estava a responsabilidade de levar a humanidade caída aos ternos braços do pai.
Cristo habitou entre nós para resgatar-nos, Ele veio ao mundo sentir nossa dor, sofrer nossas angústias, suportar nossas chagas e carregar sobre Ele a nossa culpa. Como alguém que não se interessa pelo destino da humanidade poderia suportar tamanho ultraje que era devido tão somente a nós miseráveis pecadores? Sim, Deus se importa comigo e com você. Escolha hoje acreditar neste Deus. Escolha servi-lo e serás feliz, plenamente feliz porque nEle habita toda plenitude.
Kallyanderson F Santos
30 outubro 2006
Do Fixismo ao Criacionismo Moderno

Esse é um assunto muito importante para considerarmos, pois esse foi, provavelmente, um dos motivos que teriam levado grande parte da comunidade científica a rejeitar a ídeia de que existe um Deus criador e soberano no universo, pois muitos dos representantes do cristianismo na época ainda mantinham o mesmo pensamento fixista, apesar das evidências que a natureza apresentava sobre a possibilidade de variação nas espécies.
Um termo usado para descrever a evolução a nível de espécies, gêneros, ou, algumas vezes, famílias, é a chamada microevolução. Esse termo refere-se à evolução que produz variação, e não aumento de complexidade. Esta última é chamada macro-evolução. Os cientistas criacionistas geralmente aceitam a micro-evolução enquanto rejeitam a idéia de macro-evolução, pois esta, sim, entra em conflito com a visão bíblica das origens. Um exemplo de macro-evolução seria a evolução necessária para um réptil se transformar numa ave. Esse grandes saltos evolutivos são um dos maiores problemas da teoria da Evolução. E os problemas não são poucos: falta de evidência no registro fóssil de intermediários entre esses grupos, de um mecanismo genético e bioquímico que explique essas supostas alterações, enfim, são muitos os problemas com a Teoria Geral da Evolução que são passados por alto. Mas teremos ainda muito tempo aqui para apresentar nesse nosso espaço o que a mídia geralmente nos esconde sobre a verdadeiro caráter da teoria da evolução.
Até a nossa próxima postagem!
17 setembro 2006
O Paradigma da Evolução

Em meados do século XIX, foi proposta uma teoria que veio a ser, talvez, a mais debatida da história da ciência: a Teoria Geral da Evolução. Formulada pelo médico inglês Charles Darwin, em sua viagem a bordo do navio Beagle II , propunha que todas espécies de seres vivos que já existiram tiveram um ancestral único, unicelular, que, a medida em que se diferenciava, no decorrer de milhões e milhões de anos, dava origem a outros organismos. Com acréscimo de pesquisas, passou-se a sugerir que os principais fatores responsáveis por essa diferenciação seriam as mutações, que, segundo se supunha, propiciariam, de tempos em tempos, o aparecimento de características favoráveis à sobrevivência da espécie. A seleção natural seria a “seleção” que a natureza se encarregaria de fazer. É a lei da sobrevivência dos mais aptos, ou seja, os mais favorecidos pelas mutações. Estes iriam sobreviver, por estarem mais bem adaptados ao ambiente em que viviam, enquanto os outros seriam naturalmente extintos, ou teriam sua população bastante reduzida. A teoria sofreu algumas modificações ao longo do tempo, mas permanece inalterada em seus aspectos principais. É uma teoria que veio ganhando cada vez mais adeptos, por ser compatível com a ciência naturalista – que, em si mesma, exclui da busca pela verdade a atuação de fenômenos sobrenaturais, a atuação do Criador – o positivismo (que tinha como característica a exaltação suprema do conhecimento científico como se fosse ele o único meio para se chegar ao conhecimento da verdade), e outras tantas correntes filosóficas que exerceram, e ainda exercem, significativa influência entre boa parte da comunidade científica. Quando a Teoria passou a ganhar um crescente prestígio começou, também, a ser abordada nas instituições de ensino mundo afora e, hoje, é praticamente universal o seu ensino em todos os continentes.
No entanto, existem sérios problemas com essa “doutrina”, os quais, muitas vezes, são passados por alto pelos intelectuais responsáveis pelo ensino e pesquisa acerca dessa teoria – que, frequentemente, é mostrada como sendo um incontestável fato da ciência. Porém, sabe-se que a evolução não pode ser provada, devido ao fato de a questão da origem da vida ser um fato singular que ocorreu num passado distante, e para o qual só existem evidências – as quais, por sua vez, podem ser interpretadas tanto a favor da evolução quanto da criação.
Mas, apesar das fragilidades que a teoria apresenta, e da crescente adesão por parte de pesquisadores e estudiosos do ramo a pontos de vista contrários à Teoria, ela continua sendo imposta pelos meios de comunicação em geral, e por boa parte da comunidade científica, como se fosse um fato inquestionável, teoria irrefutável – o que traz à tona a necessidade de se democratizar o debate sobre o assunto, e discutir sobre a possibilidade de trazer para a escola (nível fundamental e médio) os resultados dessas discussões, para que nossos filhos cresçam tendo a oportunidade de compreender que existem outras alternativas à Teoria da Evolução.